sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Respiro organismo.


Diante de tanto,
me perco sozinho.
Caminho entre flores.
sou carne sorrindo.
O sol não sorri,
reflete em meu corpo.
Já faz tanto tempo.
O tempo não para.
A lula ainda é viva,
e se move na água.
Não sabe da lua,
E de outras centenas.

Eu falo com o vento.
Processo sua alma.
Consumo o seu cheiro.
Carbono e alvorada.
Respiro o organismo.
Entendo o que exala.
O dia é constante.
Meu corpo se cala.
Sou um mutante.
O vento me agrada.
E a vida que brota,
se morro, não para

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